terça-feira, 7 de maio de 2013

Não foi um desvio...

... tivemos ontem um furinho que pode ser um furaço ou pode ser resolvido com... chiclete. O futuro o dirá.

Não vi o jogo. Como sou um Benfiquista da tanga, a primeira parte dividi-me entre a final do Campeonato Mundial de Snooker e o nosso Benfica. Depois de festejar mais um título do meu ídolo Ronnie O'Sullivan, qual génio, apontei baterias e atenções a 100 por cento ao Glorioso. Com o apontar de baterias vieram os nervos. Não consegui sequer olhar para a televisão. Ouvi na rádio, baixinho, com as lágrimas nos olhos. O fim de primeira parte e o total da segunda foi assim. Não dava de outra forma. Como tal, não posso opinar sobre o que não vi, mas posso sobre o que ouvi. Mais uma vez, como contra o Sporting, parece que tivemos uma arbitragem mázinha. Para os dois lados. Tirada a papel químico? Talvez. Um penalti por assinalar contra o Estoril (este vi e parece-me claramente que não é assinalado porque o jogador canarinho simulou teatro, em vez de se deixar caír com convicção) e um golo que, pelos vistos (não vi) é fora de jogo clarinho como água.

Eu tinha avisado no ultimo post: o Estoril não é uma equipa qualquer. Estão a fazer um campeonato muito bom e podiam estar melhor classificados.

A pergunta que faço desde ontem é: e agora?

Agora é simples, temos MESMO que ir fazer ao Dragão aquilo que eu não queria. Jogar para ganhar (não quero ser mal interpretado, mas podia bem ser um jogo de poupanças). Podiamos ir lá em modo descanso para preparar Amesterdão com outros olhos. Mas não. Assim vai ser sofrer até ao fim. Estamos habituados. Vamos ao Dragão para ganhar? E eu acredito na vitória (que me desculpem os Benfiquistas que ontem, na minha fúria, leram e ouviram dizer que estamos acabados).

Ontem foi noite de sofrimento. A minha mão direita ainda se ressente (.......) do soco que dei na parede. Sofrimento. Puro e duro. Senti-me traído, destroçado. Mas não. Já passou. Reacção imediata. Maxi disse que vamos ser campeões. E eu acredito nele.

Agora é simples. É ser mais Benfica. É ser maior que o mundo. É superação e ambição. Se quero ganhar o campeonato no Dragão? Sim, quero. Se quero ganhar o campeonato na Luz? Sim, também quero. Quero ganha-lo, seja lá onde for. Temo é pelos nossos que lá vão apoiar a equipa. Vai ser de uma violencia tremenda. Se o autocarro costuma vir com os vidros partidos, desta vez vem a arder. Os selvagens são assim. Bolas de ping pong? Não, balas de borracha e pitons em riste. Vai ser duro. Não, não quero que sejamos Guerreiros. Esses são os outros selvagens. Quero que sejamos Benfica. Só isso.

Agora é simples. Por muito que procure apoiar tudo o que veste vermelho, há dois jogadores que precisam, urgentemente, de ir para a bancada. Não. Precisam urgentemente de saír do clube. Carlos Martins é a anedota que foi nos últimos dois anos e meio. Chega, Carlos. Chega. Repito: CHEGA! Rodrigo vai de mal a pior e a anedota dura há um ano e 3 meses. Desde a Rússia. Rodrigo... CHEGA!!!! Quem não quer estar, saia. Saia logo. A custo zero? Sim, se for preciso.

Quanto aos outros, dignos. Não critiquem o Lima. Tanto nos deu. Teve uma noite menos boa. É humano. Não critiquem o Artur. É o guarda redes que tem dado pontos. É certo que uma análise superficial diria... dois frangos, quatro pontos perdidos que se traduziriam numa vantagem de 7 pontos para os sujinhos, sujinhos. Sabem o que isso quer dizer? Que ontem tinha havido festa da grossa no Marquês. Mas Artur: obrigado por tudo. És talvez o melhor guarda redes que vi jogar no Benfica. Segundo melhor, depois do eterno Michel.

É certo que não percebo nada de horta, mas Jesus talvez pudesse fazer diferente (talvez o tivesse feito, se não fosse a estupidez do Martins). Acho que era jogo para John. Com Gaitán atrás dos (DOIS) avançados. Talvez fosse isso se não tivessemos a jogar com 10... enfim.

Espero rápidas melhoras do Enzo, que tanta falta fará no Dragão se não puder jogar.

Agora é hora de mostrar a tal união de grupo que tanto o Benfica tem mostrado. Aos nossos jogadores: não se preocupem. Estamos habituados a sofrer. Mas por favor. Ganhem por nós. Nós merecemos!

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