quarta-feira, 19 de junho de 2013

Benfica TV, e as relações com a MEO e a ZON

Com o defeso tão calmo no que diz respeito a contratações e saídas, tudo parece estar a ser feito de forma planeada (apesar de sentir que continuamos a contratar muito para o meio campo e pouco para as alas defensivas), faz com que a minha maior preocupação neste momento seja a Benfica TV e as suas transmissões dos nossos Jogos e da Premier League.

Fala-se do uma clausula no contrato de aquisição de 25% da SportTV pela PT, que não permite que as plataformas da ZON e da MEO possa incluir conteúdos que façam concorrência a essa mesma SportTV.

Sendo isto claramente uma violação das leis europeias de concorrência que levaram a obrigação no passado da PT em a infra-estrutura de cabo que levou a criação da ZON no final, custa a perceber como a Autoridade para a Concorrência e a própria ERC, não tomaram qualquer posição sobre o assunto.

A minha posição é clara, a ser verdade esta clausula lesiva dos interesses do Benfica (e ao que tudo indica ilegal), deve o Benfica avançar o mais rapidamente possível para queixas nas entidades competentes a nível Europeu, que a corja em Portugal já podia e devia ter actuado, e continuam calada.

Na minha vertente pessoal, caso a Benfica TV seja retirada da grelha da MEO, cancelo nesse mesmo dia o meu serviço e vou bater a porta da Vodafone. Se a vários factores que me levam a ser cliente MEO em deterimento da ZON, apenas um é fundamental e dita a minha opção a Benfica TV.

Pela pequena sondagem que já efectuei junto de alguns amigos, eles estão comigo nesta opção. Sem Benfica TV, bye bye MEO. Foi a Benfica TV que potenciou a rapidíssima entrada da MEO no mercado e acredito que sem ela, muitos clientes irão se movimentar para acompanhar o Canal do Glorioso.

Uma coisa que espero é jogos do Benfica em casa na Sport TV nunca mais.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Obrigado Pablo Aimar!

É com orgulho que posso dizer que vi ao vivo e a cores Pablo Aimar a jogar com o Manto Sagrado.

Foram 5 anos onde os problemas físicos do passado (principalmente no 1º ano) e as opções tácticas de Jorge Jesus (principalmente no ultimo ano) retiraram este grande jogador dos relvados.

Não posso esquecer que além de um brilhante jogador que com Saviola foi o motor do ultimo campeonato ganho, é um homem extraordinário em tudo aquilo que nos é dado a conhecer.

Ao contrário do jogador tipo (a maioria além de dar um xutos na bola pouco mais sabe, é uma miséria ouvir as palavras da grande maioria do jogadores, mesmo aqueles que se acham o top dos tops como Ronaldo, se a estupidez pagasse imposto muitos deles era só carimbos na testa), Aimar dá a ideia de ser um homem inteligente e culto, que prefere passar o tempo com a família, dedicado a suas leituras.

A alguns anos cerca de 3 deu uma entrevista extraordinária a Benfica TV, onde conseguiu aumentar exponencialmente a admiração que tenho por ele.

E por tudo isto, é com tristeza que vejo partir Pablo Aimar do Benfica, compreendo que queira ainda jogar (e no Benfica isso dificilmente aconteceria), talvez ambicione regressar a sua pátria, mas desejo que mesmo tendo de partir que se cumpram as palavras do Presidente e que um dia regresse.

São pessoas como Aimar que quero ver associadas ao Benfica. Aimar seria na minha opinião uma excelente adição aos nossos quadros. A sua inteligência aliada a sua imagem de jogador fabuloso podem e devem ser argumentos mais do que suficientes para que tenha um lugar de valor e que adicione valor a nossa instituição.

Sei que ele não é do Benfica de pequenino, mas nas sua palavras sempre senti admiração pelo clube que o acolheu, e ao qual deu o que lhe foi solicitado.

E como nada mais posso fazer do que agradecer.

OBRIGADO PABLO, 

Sempre que queiras cá em casa podemos partilhar um Mate.

Espero que voltes rápidamente, (que se faça uma ponte entre as Pampas Argentinas e a Catedral da Luz).



PS. Até nisto Pablito é grande, é fã de música muito boa :) (2:12, 4:02)


sexta-feira, 31 de maio de 2013

Antecipação ao esperado Anuncio Oficial de JJ

Tive de esperar quase uma semana para conseguir colocar a cabeça no lugar relativamente ao nosso Glorioso e ainda não sei se consegui.

De acordo com os meus piores pesadelos, a tão propalada época de sonho virou num enorme pesadelo.

Nesta época que levianamente apelidaram de sonho, chorei mais lágrimas pelo Benfica em duas semanas do que nos 23 anos anteriores.
Foi inglório e injusto este final de época, foi.

Merecíamos, mais?
Claro que sim, estes adeptos que depois de 2 deslizes indesculpáveis como o da Luz com o Estoril, e aquele ultimo minuto no campo do Porto, partiu cheio de orgulho e fé no SEU BENFICA a conquista de Amesterdão, e mostrou que em qualquer lugar lá estaremos para apoiar os jogadores que vestem o nosso manto sagrado. E mesmo depois de mais uma derrota injusta, lá estávamos no Aeroporto a saudar os heróis que caíram em Amesterdão mas que suaram e honraram o nosso Manto.
Encheram a Catedral para um último jogo para a liga, onde agradeceram o empenho destes jogadores durante uma temporada, mesmo ficando no primeiro dos últimos.

E qual foi a recompensa que levaram? Uma ida ao Jamor onde tudo, mas tudo aquilo que o Benfica deve representar e ser falhou.

Como já aqui foi escrito houveram atitudes que não estão a altura dos nossos pergaminhos, que não quero aqui voltar a referir, um post sobre essas vergonhas é mais do que suficiente.

Mas serve esta pequena introdução para quê? Serve para alinhar os meus pensamentos sobre a decisão a ser tomada sobre o futuro treinador do Benfica.

Quem me conhece/conhecia na altura do 1º anúncio de JJ para treinar o nosso Grande Amor, torci o nariz. Nunca achei que tivesse estofo para um trabalho tão árduo. Achei que a taxa de bazófia do vamos jogar o dobro era como dizem os brasileiros "Conversa para boi dormir".

I was proven wrong. Jogámos muito mais que o dobro, e fomos campeões com muito mérito. Uma vitória que chegou só nos finalmentes do campeonato, pois os esteroides arbitrais não permitiram tal façanha mais cedo. Vivia-se a onda do Rolo Compressor. Coloquei de lado as minhas duvidas, e achei que tinha chegado o homem que percebia que pagar ganhar em Portugal temos de jogar sempre mais do dobro da concorrência, não adianta chorar já sabemos como funciona e parece-me sempre que quanto mais falamos (nas conferencias de imprensa sobre o assunto) pior ficamos.

O discurso pouco organizado e num português só seu, não me desorienta nem preocupa. O principal problema que tenho com JJ é a tal bazófia. Isto de se falar que somos muito bons, os melhores, funciona se e só se, provarmos constantemente a tudo e a todos que é essa a verdade irrefutável.

O que me desorienta em JJ é que quando ganhe a acerta nas substituições, vem dizer que é o Mister, quando a coisa corre mal tem dificuldade em dar o peito ás balas e escuda-se demasiadas vezes nos jogadores.

Assim sendo se me perguntam se quero o JJ, a minha resposta é NIM. Quero ver bom futebol (sim quero ganhar, quero muito ganhar mas bom futebol é fundamental) e isso JJ consegue. Quero estar na decisões como estivemos este ano (sempre é melhor que acabar o campeonato logo em Janeiro a 20 pontos dos de sempre).

Mas quero mais que tudo que a porra da bazófia do JJ e do Presidente (quando está na frente) vão dar uma curva ao Bilhar grande.

Festas como as na Madeira só se fazem quando se conseguiu a vitória final, (no ciclismo a festa faz-se na meta, não nas metas-volantes ou nos prémios da montanha).

Quero que todos percebam que o Jogo mais importante é o que se está a jogar no momento (vide caso Estoril, é inadmissível não se ter feito mais nesse jogo, sangue suor e lágrimas se preciso), quero quando a equipa tem 1, 2, 4, 20 pontos de avanço na campeonato fiquem calados, sem entrevistas de Presidentes, Treinadores, ou Directores de Comunicação a falar em árbitros ao a festejar a ida na frente. Se fizeram tudo isso depois de garantida a vitória, não caem no ridículo e não alimentam ódios alheios.

Tenho muitas duvidas que depois de 4 anos ainda não se tenha aprendido com os erros, e não se tenham alterados comportamentos, sendo que sem isso a vitória fica mais longe. Mas também não vejo quem poderia garantir melhores resultados finais a partida neste momento.

E assim chego a conclusão que mudar neste momento nada garante e pode fazer tudo retroceder no trabalho conseguido. Mas eu não tenho medo da mudança (e nós enquanto clube temos de saber olhar o futuro e reagir mudando sempre que necessário). E assim aceito que se mantenha o Status Quo, peço que se reformule a "estrutura" (odeio esta palavra no contexto do futebol nacional), para que a comunicação seja controlada para prevenir deslizes, que Carraças se mostrem como uma mais valia ou se ponham a andar (por mim pode seguir caminho).

E que tanto Presidente como Treinador percebam que à que trabalhar, e calar. E assim poderão atingir a glória ambicionada.

Que venha o JJ, que joguemos mais 5% na próxima época, do que jogamos nesta (faltou-nos um danoninho), e falem menos 95%, comuniquem com o trabalho realizado.

PS. Presidente prometeu 3 - 1 - 50, conseguiu o 1 a 1ª tentativa nada mau, mas falhou o 1º dos 3 não deixando mais margem de manobra, ou faz 3 em Linha, ou pode seguir a linha para fora do Benfica.
Sobre os 50 podemos falar depois (perder no Andebol, e no Hóquei outra vez para os mesmos no mesmo local é uma m....., não podíamos ter feito como no ano passado e obrigado os animais a fechar mais 2 modalidades?)

PS2. Já que esperamos tanto para a confirmação do Treinador, dá para anunciar a coisa do estilo, é este o treinador, são estes os jogadores (mostrar trabalho de planeamento), e é assim que vamos enfrentar a próxima época! (evitando a silly season?)

domingo, 19 de maio de 2013

Despedida Campeonato 2012/13

Chegou o dia de dizer adeus ao campeonato de 2012/13.

É quase certo que este é um dia que culminará em desilusão. A experiência que tenho do campeonato português não me permite grandes veleidades em pensar que o Paços dê uma grande réplica ao FCP.

O Paços, não necessita do jogo para absolutamente nada, existem relatos (infelizmente habituais) de ameaças aos profissionais da equipa. Qual será a sua motivação? Brio profissional, mostrar uma vontade férrea de mostrar a quem os ameaça que são mais fortes, pois não se rendem e não compactuam com esse tipo de atitude?
Penso que não, acredito que não.

Mas apesar de racionalmente acreditar que a nossa probabilidade de sucesso é de 0,000001%, aceito na minha visão religiosa onde o deus supremo será talvez Eusébio que milagres acontecem, e que posso sair da Catedral com o sabor de campeão. Até os árbitros apitarem para o termino de ambas partidas, continuarei a acreditar que ainda é possível pois temos sempre de acreditar no nosso Amor, até que mais nada reste.

E não sendo o caso de celebrar tão desejado e merecido título na minha opinião, continuarei a cantar, para agradecer as alegrias que me deram este ano.

Se é verdade que a História do Benfica se fez e tem de continuar a se fazer de vitórias, títulos, e portanto apenas a expectável vitória na Taça de Portugal saiba a pouco, não é menos verdade que desde o inicio da minha adolescência que não via o Benfica tão perto de ganhar como hoje.

Foi uma época onde falhamos no final, mas prefiro ter passado por estas desilusões do que estar a acabar a prova máxima em Portugal a mais de 10 ou 20 pontos do 1º, e ver a equipa eliminada das competições Europeias as mãos de uma qualquer equipa Grega, vergada a um 5-1 ou uma medíocre equipa espanhola por 7-0, ou eliminado da Taça de Portugal por uma equipa de semi-profissionais da 2ªB ou mesmo da 2ª Liga.

Ainda há um caminho a percorrer, há que começar a ganhar com regularidade, e isso consegue-se seguindo em frente e lutando mais do que nunca pelas vitórias, com a convicção de que todos os jogos disputados são no momento da disputa os mais importantes das nossas vidas.

Foi o jogo com o Estoril a maior desilusão que sofri este ano, mais do que perder para o Barcelona na Luz, ou exibição amedrontada em Moscovo que levou a derrota, ou a eliminação em Braga nos Penaltys com uma equipa claramente em poupança.
As derrotas com o FCP e Chelsea, apesar de dolorosas são resultados muito mais expectáveis (nunca esperados os desejados) que um empate na Luz com o Estoril, por muito bom campeonato que o Estoril faça (nem que fosse campeão).
Essas duas derrotas doem mais pela forma injusta e cruel que ocorreram, do que pelo resultado em si, que tem sempre de compreender. Queremos sempre ganhar, mas haverá momentos em que não irá acontecer.

Por isso penso que a nossa grande falha foi na Luz com o Estoril e é o resultado que vai perdurar na minha memória como responsável se não festejar hoje o 33º.

Mas vou a Luz, agradecer aos nossos bravos a época em que senti que a nossa força continua a crescer e que estamos mais perto do que nunca das Glórias do passado.

O SLB é o Glorioso desde uma vitória sobre os Bifes nos idos anos de 1907, e se mantiver-mos o caminho traçado estamos mais perto da Glória suprema.

Hoje vamos há Luz agradecer o que recebemos este ano e gritar que apesar do orgulho do jogo de quarta com o Chelsea queremos mais. Queremos voltar a ser campeões, fazer a dobradinha, e levantar a Taça das Orelhas grandes.

Nascido na Farmácia Franco,
Criado por Cosme Damião,
Eu visto de Vermelho e Branco,
Benfica do meu coração.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

O Amor não se Explica Sente-se

Esta terá sido porventura uma das mais difíceis semanas que senti passar pela minha vida.
A desilusão de uma derrota consentida a poucos minutos da Glória, atinge o coração como que se uma lamina fria o trespassa-se sem dó nem piedade.

Durante alguns dias, olhavam-me e perguntavam-me se estava bem, que parecia doente. E realmente estava doente de Amor. Do amor que sinto pelo meu (nosso) Benfica, mesmo nos momentos mais complicados. Doente por sentir que o destino do Benfica não se cumpriu no momento que eu mais desejava.

Sinto que falhei ao não ser mais directo na transmissão da minha convicção a todos os que me rodeiam, de que este revés de sábado passado, (altamente inesperado, do alto da minha confiança no destino, e na ingenuidade de que no fim os bons sempre vencem, malditos filmes que nos ensinam coisas que não se aplicam a vida real), nada mais foi do que simplesmente isso, um revés temporário nesse nosso fado maior, que é ver o Benfica atingir a glória.

O Nosso Benfica está talhado desde o seu berço humilde a ser o Maior de todos.

Sempre foi para mim o Maior, desde que me lembro de ser gente. E sei que nunca o deixará de ser.

Peço perdão ao meu querido Benfica por não o acompanhar hoje em Amsterdam, mas as obrigações profissionais e familiares não o permitiram, mas serei mais um de milhões espalhados pelo mundo que sentem este Amor inexplicável que é ser Benfiquista.

Pelo tempo que se passou desde a ultima grande final disputada pelo Benfica, sinto que estamos a recuperar um lugar que é nosso por direito, estamos perto de um Olimpo que nunca deveríamos ter abandonado.

Que recomece hoje a história de conquista Europeia onde faltam mais vitórias para as diversas finais conquistadas. Que desta vez o jogo termine sem as lágrimas que me escorreram pelo rosto contra o Milan, ou o PSV.

Ou ainda Melhor, que escorram lágrimas de alegria imensa de sentir a chama da vitória fechando as feridas abertas no sábado.

O Amor é assim inexplicável, e assim sendo, sem necessitar e qualquer explicação, Acredito.

Acredito que hoje vamos vencer,

sexta-feira, 10 de maio de 2013

A NOSSA FORÇA É A NOSSA UNIÃO!






NÓS ACREDITAMOS!!!






(Ponto 2 da Iniciativa do Cabelo do Aimar)

Sobre o lema do "Acarditar"!

De Luanda para o mundo quero aqui deixar a todos uma mensagem de convicção.

Diz o sábio povo português na sua imensa sabedoria popular que "Dos fracos não reza a História". Assim sendo, e fazendo nós parte desse imenso Clube que das dificuldades nascido se tornou, no gigante que é hoje, nada temos que temer, não somos fracos e queremos fazer história.

A tarefa que se nos apresenta, é Hercúlea vencer no campo do nosso maior rival da actualidade.
Contra os 11 de azul no relvado, contra um estádio repleto de "cães raivosos", e um Pedro pouco digno do nome que carrega, é algo que na cabeça de alguns deixa deixa dúvidas, na minha apenas tenho a certeza que, "O Nosso Destino é o de Vencer".

O nosso maior inimigo não são os jogadores da equipa adversária, não é o arbitro, ou o publico, muito menos a fruta ou tudo o mais que queiram imaginar.
O nosso maior inimigo somos nós próprios, pois só com a crença em nós próprios podemos ser maiores do que a vida e atingir os mais belos feitos.

Tenho de acreditar, um acreditar feito também de muito crer, que no fim tudo acaba bem e se não acabar bem então não era ali o fim.

Os acontecimentos de segunda a noite conseguiram mostrar que nada estava ganho, que o caminho ainda é longo e difícil até se chegar a consagração final, mas deixaram no ar um sentimento lindo de força, querer (e crer), e ambição, que se sente, cheira e nos enche a alma, que somos milhões por este mundo fora, e que todos temos o Benfica nos nossos corações, e todos acreditamos.

Sentir toda essa massa vibrante, enche o peito para dizer com orgulho "Sou do Benfica, e isso me envaidece"

Este é o nosso momento, é o Momento para a Glória.

Em inglês encontro a expressão que melhor define o momento "The time is NOW", o momento é AGORA, sendo que no castelhano encontro as palavras de que se fazem os guerreiros imortais "Hasta la victoria SIEMPRE".

Mas nunca niguém o tinha deixado gravado na minha mente como a expressão de Jesus (não o Cristo), eu "ACARDITO", da alma de um povo se faz a força do Benfica, e é nessa força que os nossos jogadores devem ir beber coragem para tão grande desafio.

E assim sem querer pensar em mais nada, sem conseguir imaginar o tempo que ainda nos falta até há hora do embate, aqui deixo o grito que me abraça o coração.

FORÇA BENFICA, NÓS ACREDITAMOS.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

terça-feira, 7 de maio de 2013

Não foi um desvio...

... tivemos ontem um furinho que pode ser um furaço ou pode ser resolvido com... chiclete. O futuro o dirá.

Não vi o jogo. Como sou um Benfiquista da tanga, a primeira parte dividi-me entre a final do Campeonato Mundial de Snooker e o nosso Benfica. Depois de festejar mais um título do meu ídolo Ronnie O'Sullivan, qual génio, apontei baterias e atenções a 100 por cento ao Glorioso. Com o apontar de baterias vieram os nervos. Não consegui sequer olhar para a televisão. Ouvi na rádio, baixinho, com as lágrimas nos olhos. O fim de primeira parte e o total da segunda foi assim. Não dava de outra forma. Como tal, não posso opinar sobre o que não vi, mas posso sobre o que ouvi. Mais uma vez, como contra o Sporting, parece que tivemos uma arbitragem mázinha. Para os dois lados. Tirada a papel químico? Talvez. Um penalti por assinalar contra o Estoril (este vi e parece-me claramente que não é assinalado porque o jogador canarinho simulou teatro, em vez de se deixar caír com convicção) e um golo que, pelos vistos (não vi) é fora de jogo clarinho como água.

Eu tinha avisado no ultimo post: o Estoril não é uma equipa qualquer. Estão a fazer um campeonato muito bom e podiam estar melhor classificados.

A pergunta que faço desde ontem é: e agora?

Agora é simples, temos MESMO que ir fazer ao Dragão aquilo que eu não queria. Jogar para ganhar (não quero ser mal interpretado, mas podia bem ser um jogo de poupanças). Podiamos ir lá em modo descanso para preparar Amesterdão com outros olhos. Mas não. Assim vai ser sofrer até ao fim. Estamos habituados. Vamos ao Dragão para ganhar? E eu acredito na vitória (que me desculpem os Benfiquistas que ontem, na minha fúria, leram e ouviram dizer que estamos acabados).

Ontem foi noite de sofrimento. A minha mão direita ainda se ressente (.......) do soco que dei na parede. Sofrimento. Puro e duro. Senti-me traído, destroçado. Mas não. Já passou. Reacção imediata. Maxi disse que vamos ser campeões. E eu acredito nele.

Agora é simples. É ser mais Benfica. É ser maior que o mundo. É superação e ambição. Se quero ganhar o campeonato no Dragão? Sim, quero. Se quero ganhar o campeonato na Luz? Sim, também quero. Quero ganha-lo, seja lá onde for. Temo é pelos nossos que lá vão apoiar a equipa. Vai ser de uma violencia tremenda. Se o autocarro costuma vir com os vidros partidos, desta vez vem a arder. Os selvagens são assim. Bolas de ping pong? Não, balas de borracha e pitons em riste. Vai ser duro. Não, não quero que sejamos Guerreiros. Esses são os outros selvagens. Quero que sejamos Benfica. Só isso.

Agora é simples. Por muito que procure apoiar tudo o que veste vermelho, há dois jogadores que precisam, urgentemente, de ir para a bancada. Não. Precisam urgentemente de saír do clube. Carlos Martins é a anedota que foi nos últimos dois anos e meio. Chega, Carlos. Chega. Repito: CHEGA! Rodrigo vai de mal a pior e a anedota dura há um ano e 3 meses. Desde a Rússia. Rodrigo... CHEGA!!!! Quem não quer estar, saia. Saia logo. A custo zero? Sim, se for preciso.

Quanto aos outros, dignos. Não critiquem o Lima. Tanto nos deu. Teve uma noite menos boa. É humano. Não critiquem o Artur. É o guarda redes que tem dado pontos. É certo que uma análise superficial diria... dois frangos, quatro pontos perdidos que se traduziriam numa vantagem de 7 pontos para os sujinhos, sujinhos. Sabem o que isso quer dizer? Que ontem tinha havido festa da grossa no Marquês. Mas Artur: obrigado por tudo. És talvez o melhor guarda redes que vi jogar no Benfica. Segundo melhor, depois do eterno Michel.

É certo que não percebo nada de horta, mas Jesus talvez pudesse fazer diferente (talvez o tivesse feito, se não fosse a estupidez do Martins). Acho que era jogo para John. Com Gaitán atrás dos (DOIS) avançados. Talvez fosse isso se não tivessemos a jogar com 10... enfim.

Espero rápidas melhoras do Enzo, que tanta falta fará no Dragão se não puder jogar.

Agora é hora de mostrar a tal união de grupo que tanto o Benfica tem mostrado. Aos nossos jogadores: não se preocupem. Estamos habituados a sofrer. Mas por favor. Ganhem por nós. Nós merecemos!

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Estamos ali no Saldanha...

... e falta descer a Fontes Pereira de Melo.

O MEU ROTEIRO

Pelo meio, podemos fazer vários desvios, mas tenho a certeza quase absoluta que iremos pelo menos uma vez esta época ao Marquês. Sinto que o campeonato está praticamente ganho e sinceramente, esse já não me acredito que fuja. As Finais? São para ganhar mas não são uma certeza.

Analisando o que falta, acredito que só uma quebra fisica "à antiga" nos pode roubar o campeonato e a Taça. Acredito que hoje, contra o Estoril, os jogadores vão fazer das tripas coração e dar uma demonstração cabal de que querem decidir hoje as coisas. Ir com 4 pontos para as últimas duas jornadas, sendo que uma delas será em casa contra um frágil (mas ao mesmo tempo rijo como o aço) Moreirense dá garantias de que tudo vai correr bem. Estou de acordo com o Hugo quando ele diz que devemos ir ao Dragão com uma equipa de retalhos. Porquê? Por várias razões. Primeira, é o jogo que, historicamente, mais temos dificuldades em ganhar ou mesmo em empatar. Sabemos o que os mobiliza e, no nosso intimo de Benfiquistas sabemos que não vamos ganhar no Dragão. Por uma razão ou outra vai ser posto em movimento uma causa que não nos vai permitir ganhar. Segunda, houve para aí coisas pelo ar que nos vão desgraçar os jogadores tendo em vista a ponta final da época, nomeadamente a final da "Óroliga".

Todos nós sabemos o poder e a triste influência do Jorge Peidinhos sobre parte dos nossos árbitros e sobre quem manda nestas questões do futebolês. Francamente não sei quem é o nosso árbitro para hoje. Mas tenho a certeza de uma coisa. Limpinho, limpinho não vai ser. Estou, sinceramente, a ver o Pintinho a pedir um ou outro benefício ao nosso Benfica. Uma falta a meio campo escandalosamente assinalada a favor dos encarnados para poderem dizer que fomos beneficiados e que estamos a ser levados ao colo. Nada que não se estranhe. É o branqueamento ao mais alto nível. Ao nível dos profissionais.

O ESTORIL

Por falar no jogo de hoje, não se deixem enganar: vai ser de uma dificuldade atroz. E estou a falar de aspectos meramente desportivos. Temos um super-Estoril que vem realizando uma época de altíssimo nível. A jogar um futebol de altíssimo nível e que raramente falhou quando tinha que acertar. O Estoril não são favas contadas. Prudência não é necessária. É obrigatória. Como tal, hoje, tal como nos restantes jogos excepto no Dragão, é dia de carne no assador. O melhor lombinho que tivermos. No assador.

AS PERGUNTAS

Nos últimos jogos, no entanto, não deixo de notar algumas coisas estranhas nas opções do nosso treinador. Porquê o eclipse do Jardel, jogador que tanto nos deu na ausência do gigante Capitão? Não posso deixar de perguntar: o que se passa com John? Não era natural, estando Maxi em risco de exclusão, a utilização do Melga e do André contra o Fenerbahçe? Ficam as perguntas.

JESUS

Mesmo com as perguntas que fiz fiquei entusiastico com as palavras do nosso Presidente que deu como quase certa a permanência de Jesus na próxima época. Apesar deste não querer (e bem...) falar disso nesta altura da época. Nos tempos de Quique, e mesmo antes, já dizia: Jesus é o homem certo no lugar certo. Em quatro anos fui apoiante incondicional do nosso treinador apesar de lhe reconhecer falhas graves aqui e ali. Não é hora de balanços, mas aquela segunda época... francamente. Felizmente aprendeu, cresceu, tornou-se melhor, tornou-se no melhor. Quatro anos depois continuo a dizer: Jesus é o homem certo no lugar certo.

O FENERBAHÇE

Veio à Luz uma equipa de atitude. De empenho. Nunca viraram as costas à luta e até ao fim houve nervos e aquele medinho que um golo dos Turcos nos deixasse na porta de embarque, já com os bilhetes comprados. Assentes num jogador que sempre admirei, Dirk Kuyt, e com uma força sobrenatural no meio campo, Baroni. Kuyt dispensa apresentações. Baroni não conhecia. Tem o seu "quê" de Ramires. Belíssimo jogador. Mas de louvar foi a atitude dos nossos. Que grande jogo. Diria que numa segunda mão de meia final de "Óroliga", poucos acreditavam que a resposta que o Benfica ia dar aos Turcos fosse um banho de bola. Estava à espera de um jogo pragmático, mas foi um jogo "tudo menos isso". Foi p'ra cima deles porque assim é que somos muitá bons. Oxalá haja pernas para repetir a gracinha hoje contra o Estoril. Infelizmente não fui à Luz, mas segundo me pareceu, ensinamos lá a eles o que é um inferno num campo da bola.

No final, citando Jesus, "estamos na final d'Ansterdã com muita estiça"!

Oh se estamos.

O CHELSEA

Dispensa apresentações. Mas há que lembrar uma coisa: jogamos com eles há coisa de um ano. Jogamos com eles e não nos batemos nada, nada, nada mal. Ficamos todos com a sensação que, depois da derrota em casa, podiamos ter ido virar o jogo ao Bridge. Estivemos tão perto do 1-2 que até mete dó. Acabaram por ganhar eles os dois jogos, fruto de um late goal de um ranhosito provocador. Já agora, como se falou disso: Raúl Meireles no Benfica? NÃO, NUNCA, JAMÉ.

O Chelsea assenta-se numa equipa que, com outro treinador (sim, ele mesmo), estaria a lutar pela Premier League com o Náite e o Cite. Ora vejamos... Cech, indiscutivelmente um dos melhores keepers do mundo. Ivanovic vem em crescendo mas um passarinho contou-me que falta-lhe um braço desde o último jogo com o Liverpool... Terry dispensa apresentações. Luiz... é isso mesmo. Cole é um rapazito que toda a gente se esquece quando se pensa em quem é o melhor lateral esquerdo do mundo. Mas, quiçá, será ele. Ou Evra. Lampard é Lampard. Ramires ... bem, é Ramires. Dos melhores jogadores que vi jogar no Benfica. Daqui para a frente, a coisa a modos que piora. Oscar, Hazard, Mata, Torres, Ba, Marin, Moses...

Este Chelsea é um lobo muito bem disfarçado de carneiro pelos últimos treinadores que por lá passaram. Super equipa, que nos vai dar cabo do juízo em Amesterdão.

Se acardito? Sim, acardito. Porque temos uma equipa igualmente fortíssima e penso que será um encontro extremamente equilibrado. Podemos ganhar a "Óroliga". Podemos bater este Chelsea.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Ora muito boa tarde.

Depois de falhar a antevisão do Clássico de ontem por causa da correria de ir ao estádio, escrevo então a minha análise ao encontro e ao que o rodeou.

Começo por elogiar a postura de ambos os clubes que procuraram não inflamar o pré jogo. Excepção ao treinador do costume que fez questão de enviar recados em forma de alfinetada... Mas ninguém lhe deu muita atenção.

Falando do encontro, grande ambiente na Luz a começar com uma justa homenagem ao nosso Takuara pelos 100 golos na Liga Portuguesa. O voo da Vitória foi, como sempre, fantástico e o hino aquele momento de emoção, com uma brilhante coreografia nas bancadas. Aqui tenho que começar por criticar quem está no estádio para alguma coisa que não é apoiar o Benfica. É prejudicar. Não são todos, mas alguns. Para os No Name Boys: lançar petardos é triste. Prejudica o clube e já pediram para parar. Lançar petardos DURANTE o hino do Sport Lisboa e Benfica é muito mais do que triste. É uma falta de respeito pelo clube, pelos adeptos e demonstra uma falta de Benfiquismo tremenda. Lamentável.

Vamos ao jogo. Início de loucos, 3 golos que apareceram de falhas defensivas incríveis e um golaço do grande Matic. Artur esteve mal, nervoso e muito inseguro. A culpa do primeiro golo não é dele mas o segundo não pode acontecer... Foi um início de jogo que prometia mas que acabou por não cumprir. A partir daí foi uma luta enorme entre meios campos onde ganhava sempre, ou quase, o fortíssimo miolo do Futebol Clube do Porto. O Benfica reagiu e começou a procurar as laterais com destaque para o Salvio e o Nico. Ambos foram combativos e tentaram fazer a bola chegar ao Lima e ao Cardozo. Ambos os avançados deram trabalho aos centrais do Porto mas pouco mais que isso.

A segunda parte foi melhor e num jogo sem remates, assistiu-se aqui ao único momento que podia dar golo... Para além dos golos. Cardozo, isolado, permitiu uma soberba defesa de Helton com a bola a embater no poste. O Benfica fez uma segunda parte esforçada e cheia de coração, ao Porto nada saía bem. Destaco aqui a profunda tristeza que sinto por o Porto não ter vindo à Luz mostrar o que sabe. Vieram a medo, por momentos parecia um jogo de Taça contra uma equipa da Orangina que teve a sorte de ter o estádio cheio. Satisfeitissimos com um empate, a julgar pelo tempo perdido em cada interrupção de jogo. Não sabia que meter bolas para a frente metia tanto medo, oh Pereira... Quanto à arbitragem que tanto fala o boneco que dà ordens no banco do FCP... Já lá vamos... Mas a substituição do Lucho foi de sonho.

Análise individual aos jogadores do nosso Benfica:

Artur - esteve mal. Demasiado nervoso e com culpas totais no segundo golo.
Maxi - anda armado em barata tonta mas é igual a ele próprio. Não pára. Bom jogo apesar de ter sido poupado à expulsão.
Jardel - nada a assinalar. Surpresa agradável durante esta temporada.
Garay - igual a si mesmo, um senhor no seu espaço, a apagar fogos à sua direita e esquerda.
Melgarejo - esperava um jogo desta envergadura para ver o menino. Não é lateral esquerdo. Corre muito, dá o que tem, fez um bom jogo e tem sorte de ter Garay a seu lado.
Matic - melhor em campo. Soberbo golo e a confirmar uma excelente época. Já vi quem?
Enzo - não fez um jogo de qualidade mas o Benfica ressentiu-se da sua saída. Levou um amarelo escusado.
Salvio - é o mágico do Benfica. Uns furos abaixo do que é normal, a dificuldade era outra, mas sempre eléctrico e cheio de vontade. Bom jogo ainda assim. Não desistiu de uma bola.
Gaitan - de enaltecer o regresso de um dos meus jogadores favoritos no plantel. Forte fisicamente, mostrou vontade, esforço e humildade. Quando assim é temos jogador e retive um par de passes fantásticos. Muita luta pela posse da bola. Ajudou na defesa.
Lima - passou ao lado do jogo. Procurou espaços e não os encontrou.
Cardozo - obrigado a sair da sua área de acção, o paraguaio nunca conseguiu encontrar-se em campo. Apareceu isolado na cara de Helton mas permitiu a defesa (soberba) do guarda redes adversário.
Carlos Martins - entrou para o lugar de Enzo e o Benfica perdeu o meio campo. Martins conseguiu depois encontrar-se e tirou um passe excelente para Salvio. Pouco, ainda assim, para o que se espera dele.
Aimar - entrou numa altura em que o Benfica tentava a todo o custo meter a bola na frente. Não conseguiu mostrar o perfume do costume.
John - bom aquecimento.

Quanto a arbitragem que tanto fala o FCP, eu acho natural a indignação do Titó. Péssima arbitragem de João Ferreira que não expulsou Maxi nem Matic a 15 minutos do fim nem Moutinho e Fernando ainda na primeira parte com tanta lenha que deram... Para o FCP claro que foi uma má arbitragem porque não arranjaram aquele penalty... Mas ouçam é difícil arranjar penaltis quando não se chega à área adversária. De resto, também vi pelo menos um fora de jogo mal tirado ao Varela. E estava mal colocado.

Ainda em resposta ao Titó, acho que o treinador do FCP nada tem a ver com a forma como o Benfica joga, tem que se lembrar que teve um Bruno Alves que também chegava ao fim de todos os jogos e que também todos vimos o Porto, o GRANDE Porto a perder tempo de forma muito pequenina, sem procurar a vitoria que tanto apregoam que queriam.

Nisto, seguimos líderes e estou confiante para o que resta da temporada. Vamos Benfica.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Dia zero

Boa tarde!

Aqui começa a minha nova vida de Blogger do Benfica!

E começo por me apresentar e por apresentar o espaço.

Sou o Pedro, tenho 25 anos (o mesmo tempo tenho de sócio), pouco tempo para ver os melhores anos do nosso Benfica mas o suficiente para ganhar um amor absolutamente incondicional pelo clube. Se há coisa que nunca há-de mudar na minha vida é ser Benfiquista.

Nestes anos, muitas, boas e gratas recordações: nunca fui presença assídua na Catedral ora por viver longe ora porque me sinto sempre assustado pelo preço dos bilhetes. Lembro-me, no entanto, de grandes noites na antiga Catedral, local que sempre considerei sagrado, tal como o manto, e fui absolutamente contra a sua demolição. Lembro-me como se fosse hoje de um jogo contra o Estoril. O nosso treinador era o grande Toni, seriamos campeões no final da época. Empatamos 1-1. Ao intervalo estava 0-1. Lembro-me de grandes jogos contra o Sporting e Porto, esses costumava ir. Lembro-me também de alguns encontros da Liga dos Campeões, como um 2-2 contra o HJK Helsínquia. Lembro-me de jogadores que se tornaram autênticos ídolos e assim se mantiveram até hoje. De trás para a frente... Neno, Preud'homme, Veloso, Hélder, Ricardo, Mozer, Dimas, Paulo Bento, Schwarz, Rui Costa, João Pinto, Valdo, Paneira, Kulkov, Yuran, Isaías... tantas saudades desta gente!

Não só do futebol vive o meu Benfiquismo. Acompanho com alguma regularidade o Hóquei em Patins... estive no velhinho Pavilhão da Luz numa das noites mais mágicas do Hóquei do Benfica. Aquela finalíssima da "António Livramento" em que o Panchito (saudade...) decidiu fazer o que queria dos azuis... e ganhamos 12-4...

Mas também me lembro de tempos mais recentes - por exemplo a inauguração do novo Estádio. Que, assim que lá entrei, deixei de ser contra a demolição do antigo e morri de amores pelo novo. Morrer de amores é pouco. Quem estava comigo que o diga - o choro, aqueles 20 minutos de emoção em que não conseguia dizer nada mais do que... ISTO É LINDO... É LINDO!!! Da companhia também não esquecerei. O pai, o irmão e o meu querido avô que viria a deixar-nos passado pouco mais de um ano da inauguração do Estádio. Já não viu o Benfica regressar aos títulos. E para ele vai uma gigante homenagem e um enorme agradecimento. Foi com ele que, até à data da sua partida, fui sempre à Luz. Foi ele que me levou à inauguração do novo recinto. Foi ele um dos grandes responsáveis pelo meu Benfiquismo. É dele que me lembro SEMPRE, a TODA A HORA, quando estou sentado no Estádio.

Nas últimas duas décadas, é certo, o Benfica nem sempre esteve à sua altura. E falando de treinadores, tivemos alguns erros de casting. Casos de Souness, Heynckes, a segunda passagem de Toni, Jesualdo e mais recentemente, Quique. Passaram sem me deixar saudades apesar de, enquanto treinadores do Benfica, tiveram sempre o meu apoio. Que tudo lhes corresse bem. Outros deixaram essa saudade. Porque mereceram o posto onde estiveram. Autuori, chegou ao clube numa altura em que quem caísse cá, acabava por não ter sucesso (o mesmo terá acontecido com Souness e Heynckes) mas foi um treinador com quem simpatizei. Camacho, é para mim o treinador que meteu ordem na casa. Organizou e estruturou o futebol do Benfica num trabalho que ainda hoje dá frutos. Claro, Geovanni Trapattoni... um senhor do futebol que passou pelo nosso clube com um futebol pouco normal para nós, que gostamos do da bola jogada com alegria, com ataque, com genica. Trapattoni tirou-nos isso. Deu-nos um futebol lento, sem chama, defensivo... mas também nos deu a alegria imensa de um título nacional... dessa noite também me lembro. Era quase obrigatório vencer no Bessa. O Estádio tinha sido tomado de assalto por uma onda vermelha. Simão marcou de penalti. Estava quase... não me posso esquecer que o Porto jogava com a Académica ao mesmo tempo. E a Académica empatou perto do fim. Eu estava de joelhos, mãos na cara, à frente da televisão, as lágrimas corriam-me interminavelmente. No apito final deitei-me. E chorei. Muito. Durante uma hora só sabia dizer: somos campeões! Finalmente via o meu Benfica novamente campeão, depois de um tão longo jejum. Lembrando esta noite, claro, correm as lágrimas de novo. Dali foram os dois irmãos até à Catedral, numa longa noite até às seis da manhã à espera dos heróis que vinham de Norte. E ali estavam eles, chamados, um a um, até ao palanque construido no meio do relvado. Naquelas longas horas de espera, a festa foi soberba. Koeman e Santos também deram o seu contributo. O primeiro com uma brilhante campanha na Liga dos Campeões, parada pelo gigante Barcelona, que viria a ganhar a prova. Foi, talvez, a primeira eliminatória onde a UEFA meteu a mão para dar o empurrãozinho que faltava ao Barça. Não esqueço uma mão que dava penalti, na Luz, contra o Barça, mas um lance igualzinho deu um penalti em Camp Nou a favor do Barça.

Actualmente senta-se no banco um senhor que, já há muito tempo dizia que era o homem certo para o lugar. Sempre simpatizei com Jesus. E Jesus trouxe ao meu Benfica aquilo que raramente tinha visto: vitórias, um futebol impressionante, vibrante e um luxo ofensivo. Com ele chegaram ou fizeram-se jogadores soberbos. David Luiz, Luisão (na minha opinião subiu, e muito, o rendimento com a chegada de Jesus), Coentrão, Garay, Witsel, Javi, Matic, Salvio, Gaitán, Cardozo (outro como Luisão), Saviola, Rodrigo, Lima, Salvio, Artur, John... ou as recentes apostas na formação com André Almeida e, principalmente, André Gomes.

A primeira época com Jesus ao leme foi o que todos sabemos. O melhor futebol dos ultimos 30 anos? Talvez. A segunda não merece comentários, foi má demais para ser verdade, começou com Roberto e culminou com a eliminação na meia final da Liga Europa. Se as coisas encarrilaram novamente na terceira época, em que perdemos por motivos extra futebol, situações mais ligadas à fruticultura do que propriamente à bola... esta época está a fazer um trabalho absolutamente excepcional. Voltamos a jogar bom futebol, a equipa está bem fisicamente, os jogadores rodam, todos rendem (até o Kardec fez uma joga ontem...) e acima de tudo, estamos quase, quase invencíveis. 

E este é um resumo do que sinto em relação aos meus anos de amor ao clube...

Quanto ao espaço, é um blog onde quero fazer análises momento a momento do Glorioso... terei a colaboração do meu irmão que também irá escrever com a regularidade que achar conveniente. Temos opiniões por vezes divergentes mas que, divulgadas, são válidas para as pessoas do clube, desde o Presidente ao adepto, as usarem em prol do Sport Lisboa e Benfica.

Uma última palavra, na esperança de um dia este ser um blog lido por um universo alargado de pessoas, vai na direcção do Presidente. É certo que 2 títulos em todos estes anos é pouco. Mas o que é certo é que Vieira devolveu, ou ajudou a devolver ao Benfica um estatuto, um prestígio, um lugar. Sinto que um agradecimento e reconhecimento é devido.